Contradições

Acabo de encomendar um celular que eu não compraria se estivesse em meu juízo perfeito. Fiz as contas para terminar de pagar por ele até dezembro. E pra aliviar minha consciência pela estravagância, comprei junto com ele o livro A Prudência: a Virtude da Decisão Certa.
Garanto que não vou me esquecer desta compra tão cedo...

Descartáveis...

Comprei um celular em março, assim que perdi meu pequenininho numa viagem. Este novo já levou vários tombos e adquiriu a faculdade de se desligar sozinho quando minimamente pressionado, seja num bolso ou dentro da bolsa. Descobri que na primeira queda ele levou um choque justamente na região em que fica um botãozinho interno de reset ou algo do tipo. Na penúltima vez em que ele se desligou sozinho, a memória multimídia foi corrompida; perdi fotos inéditas de uma reforma na nossa Catedral, e ainda não consegui localizar uma porção de arquivos que estavam nele. Cada hora é uma coisa que não funciona direito. Já procurei assistência técnica pela Internet e descobri que só tem numa cidade vizinha. Comecei a procurar outro celular pra comprar, prevendo que a recuperação deste periga ficar no mesmo preço que paguei por ele.

Banco, em véspera de feriado

"Ninguém merece!"

E eu só ia depositar uma grana, mas os envelopes tinham acabado e a fila dos caixas era imensa para tão pequeno e estreito posto bancário.

Saí de lá sem depositar nada, antes de começar a espirrar em todo mundo (recaída de gripe). Tive receio de que pudessem pensar que era alguma terrorista treinando pra guerra bacteriológica.

Manual das besteiras no trânsito

É sério que você acha que precisa ser escrito um manual destes?

Sem comentários...

Sobre lembretes de senha

Ainda estou pra ver coisa mais inútil que os lembretes de senha que alguns sistemas oferecem para nos "ajudar". Sim, inútil inútil inútil!!! Porque um lembrete não pode ser muito parecido com a senha, senão fura completamente a idéia de segurança. Aí você espreme os miolos pra colocar um lembrete que faça sentido para você - e só você - se lembrar da bendita senha. E aí o tempo passa e seu lembrete não serve pra nada, porque quando você o escreveu ele fazia sentido para os seus neurônios gêmeos. Depois... too late, Marlene!

Antes a pé que engarrafado

Já falei não poucas vezes: se fosse ao trabalho a pé, chegaria mais no horário do que indo de carro. Sério! E não moro na cidade de São Paulo, mas em São Carlos, uma cidade do interior!

E a impressão que a gente tem é de que as manutenções de buracos, canos, e não sei mais o quê, são feitos nos horários de maior trânsito. Tudo bem, querem mostrar que estão fazendo o serviço, só que metade da cidade fica parada dentro dos carros - provavelmente pensando bem em quem vão votar na próxima eleição.

Totalmente "offline"

Hoje ficamos sem energia elétrica em boa parte do centro da cidade. Semáforos, bancos, supermercados,... e o elevador do prédio. Não foi a melhor hora para descobrirmos que a escada de emergência não tem luz de emergência! Imaginei a gente fugindo de um incêndio: seria de admirar conseguir sair ileso da proeza de se descer uma escada no maior breu que já (não) vi! Já tenho um item para a próxima reunião de condomínio. E meu chefe ficou preso na fila do supermercado - como pagar sem as maquininhas ligadas?

Aí vem aquele pensamento do tipo Day after, quando - nova descoberta - nem o interfone funcionava sem energia elétrica: não estamos preparados para um mundo sem eletricidade! Temos só um aparelho telefônico (fora o celular) que funciona como antigamente, só conectado na linha; os outros... um tem fax, outro é sem fio - e precisam de eletricidade. Ficamos à base de celular e telefone "antigo" para nos comunicar com o mundo. Radinho de pilha, só um walkman que não tem autofalante, apenas fone de ouvido. E nada das emissoras falarem pelo menos o que tinha acontecido para ficarmos sem "força" bem no miolo mais carregado de trânsito, bancos e lojas.

Que coisa!...